O Camelo Alado

Tuesday, April 04, 2006

Histórias Cotidianas e Outras Culturas

Cabral descobriu o Brasil, mas não me ajudou a viajar por ele e descobri-lo também...
Pedro declarou a independência, mas se eu não tivesse me esforçado não conquistaria a minha...
Deodoro proclamou a república, mas fui eu quem montei a minha e morei com amigos...
Getúlio, Juscelino, Geiser, Montoro, Tancredo, Josés (e quantos Josés), muitos nomes realmente notáveis, não necessariamente por boas ações... mas nenhum deles traduz a minha própria história... somente a dos livros que já li, dos pontos que já copiei, das provas que já respondi.
Talvez tenham colaborado de maneira significativa para a formação do contexto social no qual me incluo, mas quando tenho sede ainda tenho que ir atrás de um copo de água.
Seres culturais que somos, vivemos da produção e da transformação da cultura... segundo a segundo. Um simples fato, um enfarto... talvez mude um outra história que autores não se interessarão em publicar. De repente o próprio escritor acaba de morrer sem saber que o seria.
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Aulas interessantes e explicações reflexivas, porém contestáveis no meu ponto de vista. Foram as últimas aulas do mestre André, recheadas por sua obra "Cotidianos Culturais e outras Histórias". Ainda estou reformulando conceitos, portanto prefiro não emitir opiniões definitivas a respeito de algo.

Monday, March 27, 2006

moFOCA


Mais algumas aulas se passaram... desenvolvemos um projeto de fotonovela e apresentamos para um público festivo, num ambiente que assemelhava-se ao de um pub. Realmente foi muito proveitoso e divertido, mas em toda minha vida nunca fui tão vaiado. Era a regra do jogo e serviu para eu perceber o quanto a minha voz é alta diante do microfone... por vezes abafei gritos e gemidos com meus graves... mas nem tão grave foi tudo isso. Agora é hora de conhecer os cotidianos culturais.

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Ao som de Soulfly... a concentração se faz difícil num dia de trabalho, estudos e dores de garganta. Basta misturar amônia a hidrogênio que obtém-se algo colorido.

Wednesday, March 08, 2006

O Pão e o Vinho

Na Roma antiga a política do Pão e Circo arrebatava almas e quietava mentes sedentas por uma justiça utópica. Assim como naquela época, hoje ocorre o mesmo no nosso meio político-social. Troque Júlio por Luiz, César por Fernando, imperadores por usurpadores. Dadas as devidas proporções, nossa realidade se mostra cíclica. A evolução intelectual existe mas é usada como ópio social. As relações entre classes e os jogos de interesses estão cada vez mais evidentes. Logo a utopia ainda se faz presente e não deverá se desfazer durante muito tempo. Se bem que até o próprio tempo é utópico. A teoria da relatividade descrita por Einstein criou um imenso banco de réus. Nos resta distribuir o pão e o vinho, já que o circo faz parte de nossa essência.

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Durante duas semanas se deram as apresentações relacionadas aos capítulos do livro "O Corpo Fala". Variadas e divertidas amostras de criatividade foram vistas, onde destaco de maneira nada imparcial a presença do meu grupo. Pão e vinho, satanás, extintor de incêndio... tudo foi permitido. Que o curso continue nesse ritmo! Salve salve caro professor.

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No post anterior escrevi apenas uma ou duas linhas... só para quebrar a regra. É bom de vez em quando!

Tuesday, February 14, 2006

Corpo: a boca da mente

Digamos que, basicamente, o corpo falou por alguns instantes...

Saturday, February 11, 2006

Serão todos cegos? VEJA!!!


Um tema interessante foi discutido em sala na última quinta-feira: seriam algumas revistas de alta circulação racistas?
Os capacitados estudantes de comunicação da sala J04 entreolharam-se e, após digerirem as coordenadas de pesquisa passadas por mestre André, iniciaram um folheamento compulsivo duma publicação semanal da Editora Abril. "VEJA, um NEGRO na propaganda da TIM!" E muitas páginas foram devoradas, milhares de pessoas, de ilustrações, dezenas de animais e objetos e não mais que alguns homens sem cor... sim pois o preto é ausência cromática presente, como aprendi certa vez na aula de artes com a Tia Bela. O branco é a junção de todas as cores do espectro... basta fazer o teste com a roda. Bah tchê... tome um chimarrão e volte ao assunto.
A grande verdade é que, como levantado por nosso guru, a publicação aborda muito pouco o universo composto pelos negros - certa vez o político César Maia já havia levantado tal fato, mas nesse caso, antes da preocupação com essa camada populacional, estava presente o lobby político. Voltando... os motivos podem ser diversos. Talvez os negros não vendam tanto em bancas nem rendam muitas assinaturas; talvez os negros não sejam os consumidores de uma revista relativamente cara, onde o dinheiro pago por ela poderia comprar alguns pães e litros de leite; talvez a revista seja realmente preconceituosa; talvez tudo isso que foi escrito até aqui faça parte do molde social racista em que vivemos. É interessante lembrar o que disse nosso professor: "Não devo simplesmente ser neutro e achar que tudo isso é normal e que faz parte do meio; tenho que tomar uma posição, pois a neutralidade, dentro de uma sociedade racista, faz eu me tornar um ser concordante com a ideologia presente". Só me resta assinar em baixo.
E lembrando o César, citado mais acima, me veio na cabeça um outro Maia. VEJA bem, o TIM até era NEGRO!

Sunday, February 05, 2006

Um jovem mentecapto a sua trilha com a mente capta

Atento às vicissitudes da evolução intelectual, um grupo de jovens mancebos concentrou-se na palestra promovida por mestre Azevedo. Munido de conhecimentos tanto teóricos quanto práticos, il capitano transmitiu valiosas informações sobre os processos de formação graduada e pós-graduada, contidas em nosso sistema disciplinar-estudantil. "Embasbacados" com a tamanha quantidade de informações os alunos dividiam-se em grupos de "focados", "atentos", "presentes", "distraídos" e "alienados". E foram exatemente estes dois últimos os capturados pela assombração imposta por um ser de rosto branco, através de sua repentina entrada na sala. Um texto longo, uma dicção rápida e quase perfeita, palavras entrelaçadas, postura verbalmente violenta... o homem com corpo de boi e pernas de rã proporcionou um espetáculo de rara sagacidade, viajando pela história recente de nosso povo, de nosso passado político, chegando ao nosso presente não menos vil. Porém, munido do instinto persuasivo do ser-humano, explorou seu texto em pról de uma causa meramente particular. Críticas às "músicas", à sociedade, à palidez dos rostos que o cercavam foram quase argumentos apontados para as cabeças de cada um... um segundo da vida, um terço do rosário, um quarto de hospital, um quinto dos infernos - em nome de Deus, de ECA, de UNE, de Silva, de Sousa, de bem ou de mal, passo meu chapéu me dêem algum real!

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Dias quentes!!! Aos poucos tudo vai sendo incinerado.

Thursday, February 02, 2006

E nas lavas de um vulcão queniano se desfez a magia do Divino quadrúpede de três corcovas...

A maldição de Klever Kolverg assombrou a humilde população do vilarejo de Parumbah, deserto do Saara, durante muitas décadas. Porém o Mefisto de duas rodas nunca reergueu-se de sua última e finita derrocada. O Divino Camelo Alado das três corcovas, adereçado de seu carpete não menos aerado, quebrou o ciclo de medo imposto à jovem Zumbalah e seus dois homens. Hoje o sagrado animal repousa sua alma no campo de lírios ao sul do Kilimanjaro. O mar de lava substituiu grossos corpos por leves suspiros de ar fresco...

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Com a proposta de criar um "banco de dados" baseado nas "loucaulas" do professor André nasce o "Camelo Alado". Vale notar que quanto mais aspas houverem nos textos, mais interessante e "inexpressável" foi a aula do dia. Portanto usarei o "Aspômetro" como medidor oficial neste blog.

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Hoje foi um dia muito interessante. Ouvi coisas sobre células associadas a grandes corpos, associados a pequenas células, associadas a outros corpos. Uma infinita relação circular que nos permite imaginar o quão divisíveis e multiplicáveis podem ser as coisas que nos cercam, mesmo sendo impossível imaginar até onde tudo isso possa dar. Talvez nosso planeta sofra um colapso em pouco tempo... culpa das células humanas cancerígenas que o habitam. Nem a quimioterapia imposta pelo Sol vem ajudando...!

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O Camelo Alado.